Menina com Síndrome de Down aprende a ler com Música…

Menina com Síndrome de Down aprende a ler com Música….

No Reino Unido, uma menina de sete anos com Síndrome de Down está à frente dos seus colegas de escola, graças às extraordinárias capacidades de leitura que desenvolveu com os pais a cantar para si desde o dia em que nasceu.
A música foi sempre aquilo que Simon e Jo Kent acharam ser a melhor forma de ajudar a filha, Evie, no seu dia-a-dia. Os dois punham música para a menina ainda quando esta se encontrava na barriga da mãe, mas sem nunca imaginar o efeito que esse comportamento viria a ter no desenvolvimento da criança.
“Bombardeamo-la com música desde o dia que ela nasceu”, afirma o pai, Simon Kent, de 35 anos. Ele e a mulher souberam…

Música é mar, letra é embarcação by Márcio Staggemeier

Outro dia, assistindo um documentário sobre Marina Lima, gostei muito de uma expressão que ela usou, ao falar da construção da canção: “música é mar, letra é embarcação”.

É interessante como várias reflexões nos vêm à mente a partir desta frase. Começa pela importância (nada mais do que a real importância, diga-se de passagem) que uma artista notadamente pop dá para a música em si – resultado de melodia, harmonia e ritmo.

Veja a grandeza do elemento música e todas as suas possibilidades, desde a simples opção entre o uso de um acorde ou outro. Os emaranhados maravilhosos de harmonias sofisticadas de um Tom Jobim; a genial música dos Beatles – muitas vezes simples harmonicamente, porém sempre original melodicamente e, acima de tudo, não menos sofisticada.

Por outro lado, um dos aspectos mais inexplicáveis da música é o ritmo e seu poder de nos atingir simplesmente por meio do uso bem sacado de notas e pausas, através de tempos e compassos.

Sem bancar o chato com uma linguagem técnica enfadonha: o que leva você a bater o pé ao acompanhar um ritmo? Não há explicação. Apenas a constatação de que é algo muito forte, intenso e puro. Tanto é que, não raro, uma criança que mal sabe dar seus primeiros passos, que tampouco consegue falar uma palavrinha sequer, começa espontaneamente a se sacolejar ao som de uma batida rítmica que lhe agrade.

Simplicidade é diferente de simplório: penso em tantos jogos harmônicos intrincados de composições um tanto pretensiosas que muitas vezes nada possuem de musicais e encantadoras, bem como notas e mais notas que no fim parecem apenas um mero desperdício. Isto é ser simplório, é subestimar a arte.

De vez em quando se utiliza a expressão “na música, menos é mais”. Ok, funciona em muitos casos. Porém, a grande graça da coisa é que não existe uma fórmula de fato. Em muitas ocasiões, mais é mesmo mais e pronto. Mas quem sabe dizer exatamente o que é esse mais?

Acho que o que define tudo é a existência de um bom senso estético. Existe a hora certa de respirar, de pulsar, de criar tensão, de simplificar, de complicar, de aliviar. Mas, como já se disse que não existe fórmula pronta, o bom senso e a noção de estética é que serão preponderantes no resultado final de uma expressão musical.

O grande Nico Assumpção já sentenciou sabiamente: você estuda, ouve, decora padrões, fórmulas, organiza clichês, cria técnicas, se debruça sobre teorias, etc. Na hora de tocar, coloque tudo isso de lado e preocupe-se em fazer música.

Que sacada perfeita! É uma diretriz que procuro sempre levar comigo. Isso é enaltecer a arte, dar a ela o seu devido e inestimável valor.

O fato de conhecer um punhado de informações a mais não fará ninguém mais músico do que um sujeito que, sem nada disso, faz um som maravilhoso, sincero e cheio de ritmo lá num bar qualquer de Cuba, por exemplo.

A música não é algo gelado, facilmente enquadrável. Até mesmo o ritmo pode ter suas maleabilidades. David Gilmour dizia que era preciso saber descompactar, e que músicos da antiga faziam isso melhor – referindo-se à capacidade de jogar levemente com o andamento da canção, baseando-se nas suas dinâmicas.

A música é arte, é maior do que qualquer pretensiosa explicação lógica. A música é mar.

E ainda nem falamos das embarcações…

 
Márcio Staggemeier | 20 de agosto de 2014 às 3:30 pm | Categorias: Opinião | URL: http://wp.me/pRJ8z-JV

Inami, Romão e o tempo

Lia na Olaria

Hoje morreu aos 83 anos Inami Custódio Pinto.

Referência incontornável para a pesquisa e documentação de tradições populares do Brasil, e sobretudo, do Paraná.

Inami é da turma que abriu a estrada a facão para quem vem hoje. Foi incansável em um momento no qual o fandango era um assunto fora das pautas artísticas, pedagógicas e políticas.

A sua figura, para mim, está associada a um tempo de início do meu interesse sobre a música tradicional e lembro bem das sessões de entrevistas com ele (acompanhada pelo amigo e músico Ricardo Rosinha) no Conservatório de MPB de Curitiba. Naquele tempo Inami tinha tantas vitórias quanto tristezas – de ver sua enorme obra espalhada e ouso dizer, incompreendida. As histórias de desventuras e falta de apoio que nos contou eram assustadoras. Seu percurso de luta e de continuidade me inspiraram em diversos momentos.

Hoje em seu velório, olhando pela última vez…

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Menina com Síndrome de Down aprende a ler com Música…

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Menina com Síndrome de Down aprende a ler com Música…

Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014

Menina com Síndrome de Down aprende a ler com música

Menina com Síndrome de Down aprende a ler com música

© Simon Kent

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No Reino Unido, uma menina de sete anos com Síndrome de Down está à frente dos seus coelgas de escola, graças às extraordinárias capacidades de leitura que desenvolveu com os pais a cantar para si desde o dia em que nasceu.
 
A música foi sempre aquilo que Simon e Jo Kent acharam ser a melhor forma de ajudar a filha, Evie, no seu dia-a-dia. Os dois punham música para a menina ainda quando esta se encontrava na barriga da mãe, mas sem nunca imaginar o efeito que esse comportamento viria a ter no desenvolvimento da criança.
 
“Bombardeamo-la com música desde o dia que ela nasceu”, afirma o pai, Simon Kent, de 35 anos. Ele e a mulher souberam…

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O que nós ganhamos quando a televisão saiu de cena

Eu peço para que o João assista apenas nos finais de semana. Porque o cérebro da criança precisa do sono para assimilar o aprendizado. Se durante o dia, houve o estímulo da televisão com suas cores, informações, sons, imagens e mensagens muito fortes, o cérebro vai usar a noite para assimilar isto, não o aprendizado da escola

viaO que nós ganhamos quando a televisão saiu de cena.

O QUE ESTAVA TOCANDO NA RÁDIO… no ano em que você nasceu

Ricardo

Jukebox in Glopheim café, Norway.

Trata-se de um juke box que recupera 60 anos de músicas e que permite ouvir as melodias do ano de seu nascimento ou de qualquer outro ano entre 1940 e 1999. É só clicar:

1940 1950 1960 1970 1980 1990
1941 1951 1961 1971 1981 1991
1942 1952 1962 1972 1982 1992
1943 1953 1963 1973 1983 1993
1944 1954 1964 1974 1984 1994
1945 1955 1965 1975 1985 1995
1946 1956 1966 1976 1986 1996
1947 1957 1967 1977 1987 1997
1948 1958 1968 1978 1988 1998
1949 1959 1969 1979 1989 1999

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